Miyajima Sukeo

Foto de Miyajima Sukeo

Natural de Tóquio, Miyajima Sukeo (宮島資夫, 01/08/1886-19/02/1951) foi um escritor e monge budista japonês. Seu nome de batismo era Nobuyasu (信泰).

Após concluir o ensino fundamental 2, exerceu diversos ofícios antes de aproximar-se de figuras centrais do pensamento da esquerda radical japonesa, como Osugi Sakae (1885-1923) e Arahata Kanson (1887-1981 ), convertendo-se ao anarquismo. Em 1915, tornou-se editor da revista Kindaishisô (Pensamento Moderno). No ano seguinte, publicou seu primeiro romance, Kôfu (O Mineiro), prefaciado por Sakai Toshihiko (1871-1933) e Osugi Sakae, obra que acabou sendo banida pela censura e que se consolidou como um marco pioneiro da literatura proletária e da ficção de temática operária no Japão.

Ao longo de sua carreira literária, colaborou com diversos jornais e publicou obras de forte tom social e autobiográfico, como Yurutenaki satsujin (1920), Inu no shi made (1922) e a coletânea de ensaios Dai yon kaikyû no bungaku (1922). Paralelamente à sua intensa atividade literária e política, enfrentou profundas crises ideológicas e existenciais.

Em 1930, em decorrência de seus dilemas espirituais e intelectuais, decidiu retirar-se da vida secular e ingressar no budismo. Passou os anos seguintes escrevendo sobre budismo, meditação zen e ensinamentos religiosos, publicando obras como Zen ni ikuru (1932) e Ōgon mandara (1934), embora tenha retornado à escrita de memórias e à literatura no pós-guerra.

Faleceu em 1951, aos 64 anos.

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